Uma nova geração de jogos aproxima a guerra virtual da guerra real – sem riscos para quem está no sofá
REALISMO
Um soldado do game Battlefield 3. As imagens aproximam o jogo de um filme (Foto: divulgação)
As imagens ultrarrealistas passariam por verdade num noticiário de televisão e poderiam assustar até oficiais de polícia veteranos. Se um diretor arriscasse colocá-las em um filme, provocaria polêmica e reações negativas dos espectadores indignados. No mundo dos games, que tem uma audiência ávida por realismo e imagens ultrajantes, a ousadia é aceita – e recompensada. As três cenas descritas acima fazem parte dos jogos de Call of duty, uma das séries mais populares de todos os tempos.
A euforia provocada pelo lançamento de Modern warfare 3, o mais novo jogo da série, é uma prova do respeitável status conquistado pelos jogos de guerra na última década. Nenhuma estreia de filme ou álbum causou reações semelhantes desde Harry Potter, em julho. Nomes como Paul Haggis (cineasta vencedor do Oscar com Crash – No limite) e o ator Tobey Maguire (de Homem-Aranha) participaram da produção. No primeiro dia, as vendas superaram 9,3 milhões de unidades, o maior sucesso da indústria de games em todos os tempos. As duas edições anteriores de Call of duty ultrapassaram US$ 1 bilhão em vendas, um desempenho que poucos filmes alcançaram na história. Outros games do gênero bélico também têm atingido vendas impressionantes, ainda que menores. Na semana anterior à chegada de Modern warfare 3, os três jogos mais vendidos no mundo eram as três edições de Battlefield 3 (para PlayStation 3, Xbox 360 e PC), com 5,6 milhões de cópias no total. Aliados a outras criações populares (leia no quadro abaixo), os jogos de guerra são um dos gêneros mais queridos do público.
Modern warfare 3. (Foto: divulgação)
Outra característica que chama a atenção dos jogadores é a possibilidade
de trabalhar em equipe, como fariam os membros de um exército real.


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